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Natalia Poncela presenta «Nem tudo é arte? [email protected] de olhar»

O venres 28 de decembro ás 20:00 a historiadora e crítica de arte Natalia Poncela, acompañada de Teresa Moure, presenta Nem tudo é arte? [email protected] de olhar, que vén de saír do prelo dentro da Colecção Alicerces, da editora Através. A autora relanza o debate sobre arte contemporánea, dando pistas para outros modos de ollar, de sentir e de se apropiar do obxecto artístico, tendo en conta que as obras de arte non se reducen a meros obxectos de consumo ou de transación comercial.

Extracto da nota da autora
“Escreve este breve ensaio uma historiadora da arte descrida da história desta disciplina, convencional e restringida, monolítica e patriarcal, que obstaculiza investigações radicais do facto artístico. Assim estas páginas são concebidas como mínimas aproximações que desejam inquirir, questionar e, mesmo, desarrumar. Com certeza é necessário construir um olhar crítico, reflexivo e consciente. Eis algumas ideias para quem quiser refletir e debater sobre o conceito de obra de arte e conhecer algumas produções da arte contemporânea. Este ensaio não presume de responder grandes questões; apenas propõe algumas dicas para gozar do conhecimento artístico; palavras de artistas, textos críticos e reflexões a revisar alguns dos paradigmas da pós-modernidade que regem grande parte das artes visuais contemporâneas, desde as invictas vanguardas históricas até às suas últimas fases na criação artística atual. No texto não há imagens que documentem ou lembrem as obras que vou mencionando. Reproduzir com qualidade imagens não é fácil, portanto, decidi incluir códigos QR para que quem ler chegue facilmente a ver o que a leitura não permite. A escolha de nomes e conceitos, como bem sabem, sempre esquiva outras realidades que, se calhar, bem poderiam focar estas páginas. Porém, as selecionadas definem um modo de olhar próprio que quer ser partilhado. No meu exercício livre da crítica de arte fujo das palavras brandas, da retórica epitelial, das ladainhas laudatórias e, nomeadamente, da imprecisão. Nem por isso consigo, contudo, insisto. Com licença”.

Texto da contracapa
O debate sobre a arte, como é arte, cando é arte e onde é arte, suscita sempre moita conversa e moitas opinións. Mais esas conversas non sempre son claras para as persoas que non pertencen ao círculo do mercado da arte, da teoría ou da crítica. Con este libro, Natalia Poncela relanza o debate sobre arte contemporánea, dando pistas para outros modos de ollar, de sentir e de se apropiar do obxecto artístico, tendo em conta que as obras de arte non se reducen a meros obxectos de consumo ou de transación comercial.

Natalia Poncela
Historiadora e crítica de arte, foi editora da publicación Anna Turbau. Galicia 1974-79 (Consello da Cultura Galega, 2017), coordinadora das publicacións Tentativas críticas (CGAC, 2016-17) e redactora chefe da revista Art Notes (2004-2010). Crítica de arte no Diario Cultural da Radio Galega (2006-2018), foi curadora de Trompe-lamémoire. Dispositivos de temporalidade e posta en escena (Fundación Luís Seoane, 2000) e Rubén Santiago. Honoris Causa (Sala Alterarte, 2012). Dirixiu e coordinou cursos e seminarios como Artes de mediación. Os roles da crítica de arte na era dixital (CGAC, 2000) ou Arte+Educación (Consello da Cultura Galega, 2013). Docente no Máster de Arte, Museoloxía e Crítica Contemporáneas (USC, 2008-2010) foi membro da Sección de Creación e Artes Visuais Contemporáneas do Consello da Cultura Galega (2007-2018).

Teresa Torres de Eça (autora do prólogo)
Artista plástica, educadora e profesora de Artes Visuais. É membro do grupo ativista C3, presidenta da International Society for Education Through Art-InSEA e colabora com o Centro de Investigación en Artes e Comunicación (CIAC) da Universidade Aberta. No ámbito da educación artística ten publicado artigos e libros e coordinado proxectos internacionais.